MOSTRA INTERNACIONAL DE TEATRO DE SÃO PAULO EM DEBATE

por - 09 março

Na última sexta, dia 09 de Março aconteceu na sala multiuso do Itaú Cultural o "Seminário – Artes Cênicas: Desafios para Internacionalização" organizado pela 5 edição do MIT SP.

No Seminário tivemos representantes do poder público, privado, 3º setor e também fazedores artísticos, o evento foi divido em duas rodas de conversa, na primeira parte Danilo S. de Miranda (Diretor do SESC) ressaltou de que não temos uma instituição em nosso país que se preocupe em levar nossa cultura para o exterior, de que é preciso investir na tradução de nossas obras e da necessidade de deixarmos um pouco de lado o intercâmbio financeiro, tratando nossa produção artística como produto e  passarmos a nos preocupar de fato com o intercambio cultural, mas também enfatizou de que pra que isso aconteça é necessário pararmos de vender um falso país para o exterior, temos de mostrar quais são realmente as questões centrais do nosso país, e segundo Danilo essa questão é a nossa profunda desigualdade, titulou esse fato como o "fracasso das elites" na continuação de um processo civilizatório no Brasil e com muita firmeza afirmou de que a unica solução para esse problema é a inclusão das minorias na Educação e Cultura.

Na ocasião Miriam Rinaldi representando o SESI falou um pouco sobre como instituições como o SESI, SESC e o Itaú Cultural tem feito mais pela cultura do nosso país do que o poder público.

No evento tivemos também representantes do MinC, do Itamaraty, da Secretária de Estado da Cultura, da APEX Brasil, representantes de projetos de internacionalização na Polônia e Alemanha, mas dentre todas esses gestores tínhamos apenas uma fazedora artística, Lia Rodrigues da Escola Livre de Dança da Maré (RJ), que falou um pouco sobre a dificuldade de conseguir fomento via poder público em nosso país e de que acaba se tornando muito mais viável conseguir o reconhecimento no exterior e enfatizou também que antes de internacionalizarmos nossa cultura, é preciso a nacionalizarmos.

O mestre de cerimonia, Rafael Steinhauser concluiu dizendo que é necessário que o poder público, privado e os artistas se organizem para formar uma única agenda, uma real identidade cultural do Brasil e ressaltou a fala de Lia "não só internacionalização, mas também nacionalização".

Rodrigo Marcelo

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