Vernissage com artistas e empresários marca abertura da exposição Da Terra

por - 18 abril

Foto: Rodrigo Marcelo
A Prefeitura de Guarulhos inaugurou na noite desta segunda-feira (15) a exposição Da Terra, no Salão de Exposições do Adamastor Centro, com obras do acervo pessoal do colecionador de artes Roberto Vilela. Além de reunir alguns dos principais empresários da cidade e um público interessado em Artes Visuais, a vernissage de abertura da exposição contou com as presenças do Secretário de Cultura, Vitor Souza, e do diretor do Departamento de Atividades Culturais, Tiago Ortaet.
“A Prefeitura de Guarulhos abre as portas do Adamastor para que a coleção do empresário Roberto Vilela esteja disponível também aos munícipes, garantindo, dessa forma, que a Cultura se faça no encontro do artista com o público”, comemorou o Secretário Vitor, satisfeito com a grande circulação de pessoas pelo espaço.  
Além da fruição artística e temporal que impactam os visitantes de galerias, bastante característica de exposições de Artes Visuais, a Secretaria de Cultura enfatiza com esta exposição é uma verdadeira transformação no diálogo entre público e artista, mostrando um projeto de curadoria que valoriza o contexto expositivo. 
É assim que a figura da artista Anna Guerra ganha destaque na curadoria de Da Terra, uma vez que ela consegue transitar com bastante facilidade em meio aos artistas e colecionadores, atendendo como ninguém ao apelo que as pinturas e esculturas expostas demandaram: “O acontecimento da reunião de obras de brasileiros como está, em um lugar acolhedor e bem estruturado como o Adamastor, é tudo o que nós, artistas, a arte e os colecionadores precisamos. Esperamos que essa exposição seja um verdadeiro presente para a cidade de Guarulhos”, enfatiza Anna, agradecida pela oportunidade de realizar a curadoria. 
Além do compartilhamento das obras de artes de Roberto Vilela com a cidade de Guarulhos, a Secretaria de Cultura também comemora com esta exposição o marco de uma verdadeira experiência expositiva para o público que circula pelo Adamastor. 
É possível visitar a exposição até o dia 14 de julho, diariamente das 9h às 22h, no Salão de Exposições do Adamastor Centro.
As obras
Com ares de galeria de arte, o espaço expositivo do Adamastor ganhou a atenção de um público seleto, como Fiammetta Emendabili, filha do escultor ítalo-brasileiro Galileu Emendablin, responsável pela criação de diversas esculturas e monumentos artísticos na cidade de São Paulo, como o Obelisco Mausoléu dos Heróis de 32, o Monumento a Luiz Pereira Barreto e o Monumento a Ramos de Azevedo.
Nesse ir e vir de personalidades que vivenciam o universo artístico, os visitantes tiveram a oportunidade de conhecer obras como “A Oferenda”, de Bento Moura, “A última ceia”, de Alberto Lacet, “Inocência”, de Nancy Szas, as telas que recriam o universo paulistano de André Crespo, a escultura “Silhueta Feminina”, de Bia Doria, além da estonteante “Dança Delirante no Teatro Lisérgico”, do carioca Walter Goldfarb, um dos artistas presentes no evento. Atencioso com os visitantes, Goldfarb não economizou energia e entusiasmo para detalhar a técnica mista usada sobre a tela, resultando em uma obra ímpar. 
Dentre os inúmeros destaques da exposição estão obras de pequenos artistas de uma comunidade da região de Poá, com idades que variam entre 5 e 7 anos, participantes das oficinas de pintura do Projeto Gerando Falcões, iniciativa idealizada por Edu Lyra e apoiada pelo Instituto Museu Vilela. Orientados pelo artista Marcos Lopes, as pinturas mostram o modo de olhar e o encanto desses pequenos talentos para diferentes paisagens e que ganham evidência na técnica que vem sendo desenvolvida já há quatro anos, quando as oficinas tiveram início. 
“O que mais me encanta nessas obras é pensar na relação dessas crianças com suas obras logo depois da primeira pincelada de tinta, na ansiedade que as fez dormir e acordar pensando no quadro, desejosas em saber qual será seu resultado”, vibra o colecionador, com palavras de evidente fascínio. 
Sobre Roberto Vilela
Roberto Vilela nasceu em Jacareí e, ainda sem completar o primeiro ano de vida, chegou à cidade de Guarulhos numa época em que um córrego cruzava a Avenida Paulo Faccini de uma ponta a outra. Presidente da RV Ímola e responsável pelo Espaço Cultural Alcedino Vilela, Roberto reúne na sede da empresa, que fica no bairro do Tamboré, em São Paulo, um acervo com cerca de 2 mil obras de arte. 
Vilela se lembra da época em que o Adamastor abrigava uma fábrica de casimiras, memórias afetivas que vem à tona em meio a lembranças das chácaras que havia na região. Para Vilela, essas memórias ganham expressividade na grandiosidade cultural dos registros e marcos histórico da cidade, que tal como a arte, se constituem de conhecimento que deve ser compartilhado entre as pessoas. 
“A arte não nos pertence e sim, à humanidade. Quanto mais pessoas puderem visitar e entender a exposição, melhor se dará a relação dos artistas com esse público e, finalmente, a arte terá alcançado seu grande papel social, que é chegar até as pessoas”.
Por Carla Maio
Publicado em 16/04/2019, às 15:08
Editado em 17/04/2019, às 09:09

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