ARTIGO DA SEMANA

por - 04 julho


Empreendedor de si mesmo

Durante nossa travessia nesse oceano de relações da vida, conhecemos muitos realizadores que nos inspiram, que nos alcançam de tal forma, que provocam nossa capacidade criadora, no sentido de gerir, de gestar, de dar um passo adiante de nossas possibilidades mais visíveis. 

Esses profissionais alimentam nossas relações de empatia, nos empoderam e nos encorajam principalmente pelo seu exemplo. Reconhecer oportuna experiência naquilo que ainda não se pode ver é característica marcante de todo profissional de sucesso. É uma crença absoluta na evolução humana, que nos conduz a lugares inimagináveis pelos que ficam de braços cruzados e a lugares fidedignos perante a visão de futuro daqueles que lutam toda uma vida, por uma causa, por uma ou mais bandeiras, por seus ideais.

Não existe receita, tampouco fórmula mágica, porém existe sim; estágios de uma longa jornada; ouso a dizer, de uma caminhada sem linha de chegada, pois sempre estamos aprendendo algo novo, importante para nosso negócio, nossos novos projetos, sonhos e ressignificação de ideias.

Seres humanos espirituosos, altruístas, empáticos e resilientes são fundamentalmente profissionais notáveis em suas áreas de atuação; independentemente das dificuldades impostas pelas circunstancias que vivenciaram, seja na linha de partida, no trajeto profissional ou nos desafios inerentes a todo profissional que defenda suas ideias como sua própria vida.

Mas de onde surgiram esses sujeitos; que nomeio de “empreendedores de si mesmo”? É certo que as dificuldades também e principalmente, formam o caráter das pessoas, pois características como reinvenção, pró-atividade, liderança e perseverança tem, na maioria dos casos, nascedouro em comum; mas considerando que ninguém nasce pronto e somos permanentemente “copos pela metade”; me refiro nesse momento, especificamente no tempo/espaço em que houve o despertar para esse olhar apurado, afetivo, relacional. Onde e quando nascem esses horizontes tamanhamente alargados que nos permitem ser “aquela metamorfose ambulante” do que “ter aquela velha opinião formada sobre tudo”? Como já nos brindava o poeta...   

Distante de querer buscar respostas, mas na ânsia de inspirar novas perguntas, esses nascem na relação empírica de pertencimento com o outro, nascem na adversidade que provoca soluções, na criatividade de pensar fora da caixinha, na contundência de termos posicionamento perante os fatos de nosso tempo, na inquietude de ser pontes ou na serenidade de uma consciência tranquila.

Eles desabrocham em primaveras... Criam raízes e dão frutos! 

Nascem num pátio de escola diante da liderança de um grêmio escolar, no chão de uma fábrica, nos corredores de uma repartição pública, em movimentos sociais, nas salas de aula de uma universidade ou em quaisquer lócus sociais que os permitam florescer.

Mentes empreendedoras nos apontam que ser humano e profissional é sim um dueto e jamais um duelo; não conheço excelentes profissionais que sejam antiéticos, antipáticos e egoístas em suas relações humanas, se assim os forem, não duram por muito tempo, se tornam plantação na areia, não dão frutos. Já os profissionais vindouros sempre apostam no “JUNTOS” para cumprir com maestria sua caminhada.

Nesse contexto empreendedor; do outro lado da história, há não menos visíveis, os “enroladores” mas à estes dispenso meus verbos mais enfáticos; por pura necessidade de valorizar o que há de se dar valor. 

Que sejamos empreendedores de nós mesmos para compartilharmos o que há de melhor em nós com o outro.


Tiago Ortaet
Julho 2019

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